terça-feira, 29 de setembro de 2009
Ilustração de moda
Espero que estejam de divertindo com os croquis!
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Lista de Materiais
- 1 régua de 30cm
- 1 bloco de Papel para Desenho tamanho A3, ou várias folhas de sulfite tamanho A4
- 1 Lápis 2B
- 1 Lápis 6B
- 1 Esfuminho n°3
- 1 borracha para desenho, vale muito a pena esta borracha da Faber-Castell, que é excelente
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
TERCEIRA FASE DA MODA – 1960
A segunda guerra mundial trouxe inovações técnicas para produção têxtil em massa, de fardas e acessórios para os soldados, que acabaram sendo incorporadas pelo mercado em um movimento originado nos Estados Unidos e expandido para a França, o Ready-to-wear ou prêt-à-porter
Com a queda da hegemonia da cultura francesa depois da guerra, os criadores norte-americanos ganham autonomia na criação de seu próprio estilo, e são obrigados a atender a maior geração de jovens de sua história – os baby-boomers.
O prêt-à-porter democratizou o consumo das roupas de grife, por serem vendidas a um valor muito menor do que peças da Alta-Costura, portanto, acessível para a classe trabalhadora, e imprimiu uma rapidez e agilidade muito maior no lançamento de novas tendências.
Agora o criador de moda se despe da função de ditador e se preocupa também em conquistar o público consumidor que tem cada vez mais autonomia e preocupação com uma individualidade estética com a função comunicativa da moda.
O prêt-à-porter possibilitou à moda traduzir manifestações sócio-culturais em um ritmo cada vez mais acelerado.
SEGUNDA FASE DA MODA – 100 ANOS DE MODA.
É em 1958 que Charles-Frédéric Worth funda sua casa que tinha como lema “Altas Inovações” e revoluciona todo o sistema da moda até então, instituindo a Alta Costura de uma forma próxima da que conhecemos hoje: Um estilista e sua equipe, formada por costureiras bordadeiras, modelistas, etc.
Worth foi o primeiro a vestir modelos vivas (chamadas “Sósias” em sua época) com suas coleções que apresentava em sua Maison, criando também a prática de lançar duas coleções ao ano: Outono/ Inverno e Primavera/ Verão. Antes os modelos eram confeccionados em miniatura e vestidos em bonecas para serem apresentados à possíveis compradoras.
Worth consolidou sua fama internacional depois de vestir a Imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão.
Temperamental, atendia apenas clientes a seu gosto e, sem se importar com o nível social recebia encomendas apenas em sua Maison, antes dele era prática dos costureiros visitarem suas clientes.
Worth foi o primeiro costureiro a ser aceito nas altas camadas sociais e recebia, em sua residência de veraneio princesas e embaixadores.
Acima de todas as inovações que Worth instituiu, a função do costureiro criador e artista, que assina, literalmente, suas peças é a mais importante. Agora, não mais os clientes são responsáveis pela criação das peças do vestuário, surge então uma camada de profissionais que detém o estilo em suas mãos.
E assim a moda se movimenta durante 100 anos, o estilo e todas as formas de criação estão na mão, exclusivamente dos estilistas.
PRIMEIRA FASE DA MODA em 500 ANOS - 2° metade do século XIV à 1ª metade do século XIX
A moda se inicia a partir da instituição de valores modernos que dignificam o novo e a expressão da individualidade humana, valores que simbolizam a negação do passado tradicional. Esta nova forma de pensar começa a ser percebida na história da sociedade ocidental no final do século XIV, com o advento do capitalismo.
Na nova sociedade moderna é possível notar o “ritmo precipitado das frivolidades e das fantasias”, a mecânica da moda começa restrita à classes de maior poder.
Nota-se então o início do ciclo de modificações:
A burguesia rica (artesãos e comerciantes), que tinha agora condições financeiras de adquirir tecidos que muitas vezes faltavam aos nobres, como o veludo e as sedas, utiliza o vestuário como afirmação de poder e instaura a prática de imitar a nobreza, que por sua vez faz uso de recursos estéticos cada vez mais extravagantes, que representam seu status legítimo e inatingível.
Aos poucos, o mecanismo da moda ultrapassa a prática de imitação da classe predominante e, permite a abertura para o individualismo estético. Não que o individuo estivesse livre da ditadura da moda vigente, mas havia liberdade nos detalhes: Cores, adornos e cortes eram modulados à partir da escolha individual.
Durante 500 anos, a moda traça seu percurso através das modificações estéticas originadas do padrão de gosto do indivíduo consumidor, de forma muito lenta.
Ainda no século XVIII o papel dos costureiros era restrito a confeccionar a roupa de acordo com o gosto do cliente que era o verdadeiro responsável pela “criação” cuja originalidade estava mais ligada a escolha do tecido do que ao modelo, já que as modificações eram realmente sutis.
O que é moda?
Moda é um fenômeno social que se constitui pelo movimento de aceitação, disseminação e obsolescência de padrões estéticos.
Moda não está relacionada apenas com o vestuário, e nem a algum “objeto determinado, mas é, em primeiro lugar, um dispositivo social caracterizado por uma temporalidade particularmente breve, por reviravoltas mais ou menos fantasiosas, podendo, por isso, afetar esferas muito diversas da vida coletiva” LIPOVETSKY, GILLES, 1989: 24.
